15 anúncios que você quer ver duas vezes

Uma das leis do sucesso em publicidade é ir além do comum, ser simples, agradável e não precisar de maiores explicações. Ao ver estes anúncios você vai questionar: por que não pensei nisso antes?

Incrível.club reuniu 15 anúncios que você não vai conseguir olhar só uma vez.

Para ter… joelhos mais ’sexys’

Creme para pernas Boots.

Ilusão

Em 35 anos cerca de 5 bilhões de pessoas no Planeta já não terão mais acesso à água. Você vai ficar apenas olhando?

Branca de neve e Sherlock

Você vem com uma história e sai com outra. Troca de livros.

Husky & Camel

Na estrada ou na terra, Jeep.

Para todos os tipos de cabelo

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Áudio livros

William Shakespeare em seus fones de ouvido.

Olhos ou latas de alimentos?

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Noite no Museu

Anúncio do museu Van Gogh em Amsterdã.

Aparelhos auditivos AIAIAI

Fazendo do som algo sexy desde 2006.

Você vê a letra R ou a menina?

Não escreva mensagens de texto quando estiver ao volante.

Barba de animal

Livre sua pele de um crescimento selvagem. Anúncio de barbeadores Schick.

Luz, nada de câmeras, ação! (muita ação!)

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E = mc2

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Sorria mais vezes

Fone de ouvido Sennheiser.

Parque aquático no Canadá

Sem dúvida foi emocionante!

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12 dicas de administração do tempo para quem é empreendedor

tempo-no-relógio

A dificuldade em gerir o próprio tempo é um problema para grande parte dos profissionais. No entanto, ela atrapalha ainda mais aqueles que são donos de um negócio e, com isso, precisam gerir não apenas suas atividades pessoais e profissionais, mas garantir o sucesso de toda a empresa.

Na ânsia de dar conta de tudo, muitos empreendedores acabam assumindo jornadas extenuantes de 14, 16 e até 18 horas por dia. O resultado é muito estresse, pouca produtividade e, não raro, problemas na saúde e na família.

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“Se o empreendedor não tiver produtividade vai virar escravo da empresa”, sentencia o especialista em gestão de tempo Christian Barbosa, autor do livro “A Tríade do Tempo” (Editora Sextante), que fala sobre esse tema.

Sendo assim, saber administrar o relógio de forma inteligente é fundamental para qualquer dono de negócio. Quer lidar melhor com os ponteiros? Então veja abaixo algumas dicas valiosas:

1 – Planeje o seu dia

O empreendedor que quer ser mais produtivo precisa se planejar. “É muito importante que, no dia anterior, o empreendedor se planeje para o dia seguinte. Estamos falando da antiga listinha de tarefas. Imagine uma pessoa que vai ao mercado sem uma lista de compras. Com o dia de trabalho é a mesma coisa”, afirma Rodrigo Siqueira, professor do Ibmec/RJ e coach.

Para fazer este planejamento vale usar desde o bom e velho caderno até aplicativos de celular, indica o professor. Outra dica é elencar nessa lista as atividades prioritárias e secundárias. Assim fica mais fácil visualizar o que é mais importante.

2 – Planeje a sua semana

Não basta apenas saber o que você fará no dia seguinte. Para realmente ter controle sobre o seu tempo, é importante também fazer um planejamento um pouco mais longo, de pelo menos três dias, explica o especialista Christian Barbosa.

“Planejar apenas o seu dia é o maior erro. Você fica mito refém das necessidades imediatas. Já quando você tem um planejamento mais longo, consegue abrir espaço para coisas mais estratégicas”, afirma.

3 – Aprenda a delegar

Um dos pontos que mais atrapalham o empreendedor na gestão de tempo é a dificuldade que ele tem em delegar tarefas.
“O empreendedor tem muita dificuldade em abrir mão do controle e até mesmo de contratar pessoas em quem ele confie”, afirma Siqueira, do Ibmec/RJ.
Com isso, o empreendedor acaba assumindo muitas tarefas operacionais, fica extenuado e não consegue se dedicar a funções mais estratégicas, que são fundamentais para o seu negócio. Portanto, aprenda a delegar.

4 – Em vez de controlar, gerencie

Em vez de tentar dar conta de todas as tarefas, o empreendedor deve se preocupar em criar processos na empresa que o ajudem a gerenciar o trabalho das outras pessoas.

“Muitas vezes a empresa começa com pouca gente e o empreendedor precisa colocar mais a mão na massa. A questão é que, desde esse início, ele deveria se preocupar em criar processos para que outras pessoas possam assumir aquela tarefa no futuro”, avalia Christian Barbosa.

“Use softwares de planejamento. Hoje existem diversos produtos que ajudam a gerenciar metas, equipes e tarefas”, recomenda.

5 – Saiba dizer não

É comum que o empreendedor seja procurado por seus subordinados sempre que aparece um problema ou uma decisão para ser tomada. E, se ele atende a todas essas solicitações, acaba ficando refém delas.

“O empreendedor precisa saber dizer não, caso contrário vai fazer as tarefas de outras pessoas. Se os funcionários se sentem confortáveis em pedir, eles vão recorrer ao empreendedor sempre. Com isso a equipe não amadurece”, avalia Rodrigo Siqueira.

6 – Reduza as reuniões

“Quanto mais reuniões, mais desperdício de tempo”, sentencia Barbosa. Segundo o especialista, muitas vezes o excesso de reuniões está ligado à necessidade que o empreendedor tem de controlar absolutamente tudo o que acontece na empresa.

O resultado é que esses momentos comprometem a produtividade, sem trazer benefícios concretos para o negócio.

“O empreendedor muitas vezes tem a necessidade de mostrar quem manda, e quer ficar no controle de tudo. Além disso, ele não usa boas ferramentas de gestão e acaba usando as reuniões apenas para acompanhar o trabalho da equipe”, analisa.

7 – Quando tiver reuniões, seja objetivo

Mesmo após eliminar as reuniões desnecessárias, o empreendedor ainda precisará lidar com aquelas que têm de fato um objetivo. Só que elas muitas vezes se alongam sem necessidade e, além de tomarem o tempo pessoal do empreendedor, prejudicam a produtividade de sua equipe.

A dica de Siqueira para este ponto é estabelecer temas claros a serem discutidos e um prazo para o fim da discussão. “Sempre que for agendar uma reunião, antecipe o assunto. Isso precisa estar claro antes da reunião, caso contrário ela fica pouco produtiva e as pessoas se dispersam”, aconselha.

8 – Fuja das distrações

Na era de Facebook, WhatsApp e e-mails, fica difícil se concentrar por muito tempo numa tarefa, por mais importante que ela seja (como o planejamento de uma nova estratégia para o seu negócio).

Para fugir disso, o professor do Ibmec recomenda bloquear as redes nos momentos que exigem maior concentração, a fim de evitar interrupções. “Ser multitarefas é legal na teoria, mas não funciona bem na prática”, avalia.

9 – Faça pausas estratégicas

Não adianta imaginar que é só fechar o Facebook que sua produtividade ficará a mil. Nossa mente precisa de algumas pausas em meio ao trabalho para conseguir voltar a produzir, explica Siqueira.

Sendo assim, o professor do Ibmec recomenda paradas estratégicas para espairecer as ideias. “Fique focado em sua tarefa, mas, se ela for longa demais, estabeleça pausas para navegar nas redes sociais, interagir com quem está próximo ou mesmo fazer uma meditação”.

“A gente tem que monitorar nosso tempo e nossa energia. Você precisa entender como a sua mente funciona para não se engajar muito em uma coisa e ficar sem energia para as outras”, completa.

10 – Domestique seu e-mail

O e-mail corporativo é um dos grandes sugadores de atenção dos empreendedores. Como antídoto, o especialista Christian Barbosa recomenda em primeiro lugar acabar com a cultura dos e-mails com cópia dentro da empresa. “Hoje todo mundo responde com cópia para todo mundo. Isso desperdiça energia”, afirma.

Outra dica é estabelecer um momento do dia (ou alguns momentos) para se dedicar às mensagens. Ele recomenda ainda dar respostas mais curtas e objetivas. “Se você precisa escrever mais de três parágrafos, ligue e converse com a pessoa”.

11 – Sem jornadas extenuantes

Os casos de empreendedores que trabalham até 18 horas por dia são muito comuns. Porém, as jornadas extenuantes são inimigas da produtividade. No caso do empreendedor há um agravante: ele pode querer exigir o mesmo empenho de sua equipe, o que gera problemas sérios para a empresa.

“Eu cometi esse erro. Trabalhava 16 horas por dia e queria que todos fizessem o mesmo. Eu não tinha vida e não aceitava que os outros tivessem. Uma jornada como essa deixa o empreendedor hiperativo, prejudica sua saúde e lá na frente a empresa sente esse impacto”, avisa Christian Barbosa.

12 – Cuide da sua saúde

O negócio é parte importantíssima da vida de qualquer empreendedor, mas não é a única e não deve se desenvolver em detrimento de outros aspectos. Por isso, saber gerir o seu tempo significa também garantir espaço na agenda para cuidar do corpo e de suas relações pessoais, por exemplo.

“Nós não somos seres que vivemos só para o negócio. Então, tem que cuidar da saúde, da vida social, da espiritualidade. Isso gera mais energia, mais vitalidade. Na verdade só existe uma vida com diversas áreas interdependentes, Se uma não vai bem, as outras também irão sentir”, explica o professor do Ibmec.

O especialista Christian Barbosa concorda: “Ter tempo para planejar a empresa e para si mesmo são coisas que estão ligadas. O empreendedor precisa enxergar que há uma relação direta entre vida pessoal e trabalho”.

12 dicas de administração do tempo para quem é empreendedor

5 DICAS DO ELON MUSK PARA EMPREENDEDORES

Lições acessíveis para qualquer empreendedor e ajudam a realizar o seu negócio

Elon Musk é Ffundador da Tesla Motors e da SpaceX (Foto: Divulgação)

O fundador da Tesla Motors e da SpaceX, Elon Musk, 45 anos, virou ícone do empreendedorismo depois de criar dois negócios extraordinários: levar o ser humano à Marte e criar veículos elétricos de alto desempenho.

Com essas ideias revolucionárias, Musk é tido como um exemplo para muitos empreendedores e profissionais, que tem muito a aprender com o caminho profissional construído pelo sul-africano.

Pensando nisso, a revista Inc compilou dicas de Musk para sua carreira e negócio.

1. Foque nos impactos do seu sonho e não nas probabilidades
A maioria das pessoas tende a pensar que um sonho é algo impossível. Mas, se Musk sonha em colonizar marte e está no caminho, seu sonho também pode virar realidade.

2. Ninguém cria negócios incríveis por dinheiro
A vontade de atingir coisas que ninguém nunca fez é um dos combustíveis da inovação. Para Musk, solucionar problemas que vão afetar o futuro da humanidade vale mais do que dinheiro. Por isso, se você quer atingir coisas extraordinárias, foque na diferença que você quer ver no mundo e não na recompensa financeira.

3. Na contratação, talento vale mais que quantidade
Alguns empreendedores passam por dificuldades ao juntar uma equipe grande para ajudar no negócio. Mas Musk pensa diferente. “É um erro contratar um número alto de pessoas para fazer um trabalho complicado. Números nunca irão compensar o talento na tentativa de cumprir uma tarefa”, diz. Da próxima vez que for contratar alguém, leve em consideração o conhecimento e o talento das pessoas.

4. Questione sempre
Você pode pensar que Musk está satisfeito com o que já conquistou, mas o empreendedor está frequentemente buscando melhorar. “É muito importante receber feedback para analisar o que você tem feito e como poderia melhorar. A melhor dica que eu posso dar é sempre questionar como você poderia estar fazendo melhor as coisas”, afirma o empreendedor.

5. Encontrar as perguntas certas
O livro favorito de Musk na adolescência era “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Com ele, o empreendedor aprendeu a importância de encontrar as perguntas certas. “A parte mais difícil é encontrar quais perguntas devemos fazer. Depois disso, achar as respostas se torna muito fácil”.

5 DICAS DO ELON MUSK PARA EMPREENDEDORES

Oito recursos grátis para exercitar seu cérebro

Confira uma lista de livros, filmes, aulas e ferramentas para aprender outros idiomas na internet

Editora Globo

Manter o cérebro ativo é tão importante pra sua saúde mental quanto se mexer é fundamental pra sua saúde física. E para manter o cérebro em forma, o negócio é jamais parar de aprender. Em todos os estágios da sua vida é necessário manter o cérebro trabalhando e assimilando novos conhecimentos. De livros a caça-palavras, tudo vale. Mas a internet, claro, é o reduto mais significativo de recursos pra você se manter aprendendo e renovando as células cerebrais.

O site OpenCulture separou alguns links e nos inspirou a fazer uma lista também. Olha só:

Cursos online gratuitos. Caso você tenha perdido, preparamos há algumas semanas um guia completo com links e dicas de dezenas de universidades americanas e sites de educação a distância que oferecem cursos (muitos com diplomas) pela web totalmente grátis. No Brasil, sites como o do IPED e até a FGV oferecem também cursos online gratuitos.

Ensino de idiomas. Também vale conferir sites gratuitos para aprender outras línguas, como o LiveMocha, o Babbele o Duolingo.

Audiolivros gratuitos para download. Neste link do OpenCulture, há uma lista enorme de audiolivros (em inglês, o que já ajuda a aperfeiçoar seu aprendizado de idiomas também!). Entre os títuls, clássicos como Arthur Conan Doyle e Charles Dickens e também escritores modernos, como Neil Gaiman, David Sedaris, José Saramgo e Philip K. Dick.

Livros gratuitos para download legal. O OpenCulture também tem um diretório de livros gratuitos. São 450 títulos, a maioria de autores clássicos, cujos títulos já entraram em domínio público. Outra fonte interessante é o Free e-bookse a versão em português do mesmo site.

Filmes grátis para assistir online (legalmente!): sim, isso existe. Nessa lista, você encontra filmes que podem assistir online sem nenhuma culpa, seja por estarem em domínio público ou porque seus atores liberaram esse tipo de exibição.

Oito recursos grátis para exercitar seu cérebro

5 livros clássicos que podem tornar você um líder muito melhor

Ao ler F. Scott Fitzgerald e Arthur Miller, é possível aprender mais sobre nós mesmos e sobre o que faz a boa liderança

Mulher lendo livros ; leitura ; conhecimento ; educação ; cultura ; carreira ;  (Foto: Shutterstock)

Não se trata de autores que escrevem sobre gestão, negócios e liderança. Estamos falando de literatura clássica: escritores como o americano F. Scott Fitzgerald, o nipo-britânico Kazuo Ishiguro e o francês Albert Camus, premiadíssimos e cujas obras são leitura obrigatória, oferecem insights inestimáveis para compreender a verdadeira liderança, segundo Scotty McLennan, professor da Stanford Graduate School of Business.

Segundo McLennan, responsável pelo MBA “O Mundo dos Negócios: Investigação Moral e Espiritual através da Literatura”, não devemos nos limitar a manuais e biografias, além de estudos, pois isso significa perder a oportunidade de olhar para a questão de maneira diversa. Ele garante que, ao ler alguns clássicos literários, é possível mergulhar na “mente” dos personagens – e aí se encontram lições valiosas.

“A literatura pode mostrar de uma maneira que estudos de casos específicos e biografias que supostamente abordam a realidade não podem alcançar”, diz Scotty McLennan, em um artigo da Business Insider.

A seguir, uma lista de clássicos capazes de provocar ideias e que poderiam figurar facilmente entre os melhores livros para se ler nesta vida.

O Grande Gatsby, romance de F. Scott Fitzgerald (Foto: Reprodução/Livraria Cultura)(FOTO: REPRODUÇÃO/LIVRARIA CULTURA)

O Grande Gatsby
F. Scott Fitzgerald

Considerado por McLennan como o livro do “sonho americano”, “O Grande Gatsby” conta a história de um jovem pobre que busca o sucesso a qualquer preço para impressionar o grande amor de sua juventude, Daisy.

“Podemos aprender com Gatsby como a vida pode ser transformada, ao colocar ideais acima das decisões práticas da vida diária, acima do desejo por segurança e da busca pelo poder”, afirma o professor. “Não creio que muitas pessoas sejam capazes de viver no mesmo nível de idealismo de Gatsby por tanto tempo.”

“É claro que o livro de Fitzgerald nos desafia a manter um idealismo além daquele de Gatsby, ao mostrar de forma comovente as suas limitações”, aponta McLennan.

Siddartha, de Herman Hesse (Foto: Reprodução/Amazon)(FOTO: REPRODUÇÃO/AMAZON)

Siddartha
Herman Hesse

O romance acompanha um homem que luta para “combinar negócios e espiritualidade”. “Ele se torna um mercador rico que no início não dá muita importância ao sucesso material, concentrando-se em atender bem seus clientes e agir de maneira ética em relação aos acionistas. Mas ele acaba se tornando ganancioso e sucumbe à ‘doença da alma do homem rico’ e se transforma em um homem maldoso”, comenta o professor.

Mais tarde, ele consegue encontrar o equilíbrio ao oferecer transporte para que viajantes possam cruzar um rio – oferecendo conselhos espirituais.

O Estrangeiro, de Albert Camus (Foto: Reprodução/Livraria Cultura)(FOTO: REPRODUÇÃO/LIVRARIA CULTURA)

O Estrangeiro
Albert Camus

Muito citado como uma das principais obras do Existencialismo, o livro aborda a “filosofia do absurdo” de Camus. Ao matar um homem, o personagem Mersault estabelece duas narrativas em primeira pessoa, uma antes do assassinato e outra depois.

Para o professor McLennan, este livro leva o leitor a questionar seu papel como ser humano e, portanto, seu lugar no universo. Qual é o significado da vida, se é que existe um significado?

Vestígios do Dia, de Kazuo Ishiguro (Foto: Reprodução/Livraria Cultura)(FOTO: REPRODUÇÃO/LIVRARIA CULTURA)

Vestígios do Dia
Kazuo Ishiguro

O romance, que acompanha um velho mordomo que devotou a maior parte de sua vida ao lorde da mansão – a ponto de se tornar cego em relação ao que acontece no mundo e também às suas necessidades. Ele vê o mundo de maneira hierarquizada, seguindo um código antiquado, através de vás décadas.

Segundo McLennan, há várias passagens que discutem valores de liderança e ética. Em última análise, o livro pode ser visto como um estudo sobre as diferenças entre Ocidente e Oriente.

A Morte de um Caixeiro Viajante, peça de Arthur Miller (Foto: Reprodução/Livraria Cultura)A (FOTO: REPRODUÇÃO/LIVRARIA CULTURA)

Morte de um Caixeiro-Viajante
Arthur Miller

Outro romance que faz parte da lista do professor de livros do “sonho americano”, esta peça é uma lição de confiança – em si mesmo e no mundo que nos rodeia. O caixeiro-viajante Willy Loman acredita ser capaz de controlar seu destino e o de sua família, tentando impor a seus filhos trabalhos que não se encaixam em sua natureza.

“Se ele confiasse mais nas pessoas a seu redor em vez de tentar controlar tudo sozinho, e aceitasse sua própria natureza em lugar de se tornar uma pessoa que ele não era, possivelmente seria mais bem sucedido”, diz McLennan.

5 livros clássicos que podem tornar você um líder muito melhor

“Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém”

 Palestra do professor Mario Sergio Cortella realizada em São José dos Campos em junho/2016 (Foto:  Lucas LACAZ RUIZ / A13 / Ag. O Globo)

O salário não é a principal fonte de insatisfação dos brasileiros dentro das empresas. Mais do que uma remuneração condizente com o que seria justo pelo seu trabalho, as pessoas querem ser reconhecidas e valorizadas dentro das organizações. Ser mais uma peça da engrenagem é um fardo nos tempos atuais, defende o filósofo Mário Sérgio Cortella. Docente, educador, palestrante e consultor de empresas, Cortella afirma que a principal causa da atual desmotivação é a ausência de reconhecimento. E ela manifesta-se de várias formas: do chefe injusto à falta de valorização em cada projeto e tarefa. Não é uma questão puramente de promover o elogio desmesurado, mas uma forma de “dar a energia vital ao funcionário para continuar fazendo e seguindo em frente”. É principalmente evitar a mensagem de que “não ser mandado embora já é um elogio” ou que “o silêncio é a melhor maneira de dizer que está tudo em ordem”.

Em seu novo livro, Mário Sérgio Cortella fala sobre reconhecimento e de outras questões que considera inerentes à insatisfação de muitas pessoas hoje em relação ao próprio emprego. Em “Por Que Fazemos O Que Fazemos” [Editora Planeta], o professor reflete sobre próposito e por que as pessoas almejam empregos que conciliam uma satisfação pessoal e a certeza de não realizar um esforço “inútil” dentro da sociedade. Este tipo de aflição ganha maior evidência com a geração millennial que passou a almejar um “projeto de vida que não soe como conformado”, ou seja, do trabalho pelo trabalho. É sonhar com o trabalho grandioso, com uma rotina que não seja monótona, com um ‘projeto que faça a diferença’. Por outro lado, é uma geração também que chega – em parte –  com pouca disciplina, que tem ambição e pressa, que vê seus desejos como direitos – e ignora os deveres.

Todas essas aflições corporativas têm moldado a forma de atuar das empresas e das pessoas na hora de se associarem a um emprego. Em momentos de crise econômica, elas ganham um nível de contestação ainda maior. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, Cortella comenta esses dilemas e mudanças, os “senões” de se fazer o que se ama e por que há uma “obsessão enorme por uma ideia de felicidade que não existe”:

As pessoas não querem mais somente um salário mais alto, querem acreditar que fazem algo importante, autoral. Por que a necessidade de ter propósito ganhou maior relevância? É uma questão geracional?
Ela é mais densa e angustiante na nova geração que enxerga muitas vezes na geração anterior, que a criou, certa estafa em relação ao propósito. É muito comum que jovens e crianças enxerguem hoje nos pais algum cansaço e até tristeza naquilo que fazem. O pai e mãe dizem “eu trabalho para sustentar, esse é meu trabalho”. Há uma grande conformidade. E essa conformidade de certa forma acabou marcando uma nova geração, a millennial, que traz aí a necessidade de ter algum projeto de vida. Eles não querem repetir um modelo que, embora esforçado, dedicado e valoroso soa, de certa maneira, como conformado. Hoje há uma aflição muito grande na nova geração de maneira que se traduz numa expressão comum: “eu quero fazer alguma coisa que me torne importante e que eu goste”. A geração anterior tinha um pouco essa preocupação, mas deixou um tanto de lado por conta da necessidade.

Quando o sr. se refere à geração Y, aos millennials, está considerando um recorte ou o todo?
Claro que temos recortes. Não estou falando de quem está atrelado ao reino da necessidade, que precisa trabalhar sem discussão porque precisa sobreviver. Esta é uma questão de outra natureza. O termo millennial que eu adoto, como muitos, é aquele que cunharam para quem nasceu a partir dos anos 1990. E essa geração tem recortes mais diretos em relação à camada social. Evidentemente se você considerar aqueles que são escolarizados, têm boa condição de vida e que estão acima da classificação oficial da classe D, essa geração tem mais possibilidade de escolha à medida que a sobrevivência imediata não é uma questão. Ela pode viver até mais tempo com os pais e ser por eles sustentada. Isso vem acontecendo. Já integrantes das classes D e E têm mais dificuldade – uma parcela às vezes encontra sobrevivência na transgressão, no crime de outra natureza e outros encontram aquilo que é o trabalho suplicial que o dia a dia coloca sem escolhas.

Como o senhor diz no seu livro até para ser mochileiro, você precisa ser livre de uma série de restrições…
Sim, você precisa dominar outro idioma, saber se virar. Há uma diferença entre um filho meu, de camada média, com uma mochila nas costas andando pela rua em relação ao modo que ele se conduz, à maneira como ele se dirige às pessoas do que ele ser, por exemplo, um andarilho. Uma pessoa pode até ser mochileira, mas ela já tem condições prévias que a tornam uma mochileira com menos transtornos do que como seria de outro modo.

O senhor diz frequentemente que, para fazer o que se gosta, é preciso fazer uma série de coisas das quais não se gosta. Esse entendimento provém de uma educação na empresa, da família ou escola?
É uma questão de formação familiar. Hoje há uma nova geração que, especialmente nas classes A, B e C, cresceu com facilitações da vida. Hoje a gente até fala em “adolescência estendida” que vai até aos 30 anos e não necessariamente até os 18 anos. São as pessoas que continuam vivendo com os pais, sob sustentação. Isso acabou levando também a uma condição, que uma parcela dos jovens entende que “desejos são direitos”, que vão obter aquilo porque é desejo deles e um outro vai providenciar. Cria-se assim a perspectiva equivocada de que as coisas podem ser obtidas sem esforço. Mas sabe, eu lembro sempre, trabalhar dá trabalho. Como costumo dizer: “só mundo de poeta que não tem pernilongo”. É óbvio que isso não anula a riqueza que essa nova geração tem de criatividade, expansividade, de receptividade em relação a vários modos de ser. Uma geração mentalmente rica, mas que precisa de um disciplinamento – que não é torturante, mas pedagógico – e que começa na família e vai encontrando abrigo na empresa. Essas estruturas são importantes para que essa energia vital não se dissipe. É preciso organizar essa energia de modo que não se perca com inconstâncias, para ser algo que possa de fato gerar benefício para o indivíduo e para a comunidade dele.

As empresas ainda não sabem lidar, de forma geral, com a energia desses jovens?
Não, elas ainda estão começando a aprender. Há algumas que já possuem uma certa inteligência estratégica e estão se preparando e preparando seus gestores para que acolham essa nova geração como um patrimônio e não como um encargo. Porque quando você acolhe a nova geração como um encargo, em vez dela ser “sangue novo”, ela se torna algo que é perturbador. E é claro que não é só o jovem que tem de se preparar para essa condição. É necessário que a pessoa que a receba seja acolhedora, mas que também se coloque em uma postura de humildade pedagógica. Que ela saiba que vai aprender muito com alguém que chega com novas habilidades que a geração anterior não tem. Lidar nos dois polos de maneira que equipes multigeracionais ganhem potência em vez de entrarem em situação de digladio ou confronto.

Nesses dois polos, os profissionais mais seniores ficam inseguros com receio de que seu papel não seja mais relevante nas organizações. Como eles podem lidar com esse novo cenário?
Eu só conseguirei ter essa percepção de que estou ficando para trás se eu deixar de lançar mão daqueles que chegam com coisas que eu ainda não conheço. E aí eu não vou ter só a percepção, eu vou ficar mesmo para trás. A gente aprende muito com quem chega, mas a gente também tem o que ensinar. Tem dois princípios que precisamos implantar: 1) quem sabe, reparte 2) quem não sabe, procura. Se eu formar seniores e juniores nesses dois princípios, de um lado vai ter generosidade mental e de outro a humildade intelectual. Essas duas trilhas virtuosas serão decisivas para que a gente construa maior potência no que precisa ser feito.

Com todos esses dilemas e mudanças, a ambição é necessária? Uma pessoa ambiciosa é boa ou perigosa para a empresa?
A pessoa ambiciosa é aquela que quer ser mais e melhor. É diferente de uma pessoa gananciosa, que quer tudo só para si a qualquer custo. Uma parte do apodrecimento que nosso país vive no campo da ética hoje se deve mais à ganância do que à ambição. Eu quero um jovem ambicioso. Eu, Cortella, sou ambicioso. Quero mais e melhor. Mais e melhor conhecimento, mais e melhor saúde. Mas não quero só para mim e a qualquer custo. A ganância é a desordem da ambição. É quando você entra no distúrbio que é eticamente fraturado. Por isso, é necessário que uma parte dos jovens seja ambiciosa. Um ou outro tem sim essa marca da ganância caso ele seja criado em uma família, estrutura, comunidade, na qual a regra seja a pior de todas: “fazemos qualquer negócio”. E essa regra é deletéria, é malévola aos negócios que, embora possam ser feitos, não devem ser feitos. A ambição é necessária, mas a ganância tem que ser colocada fora do circuito.

E quando você junta ambição e pressa? 
Não é algo que traz bons resultados. Uma das coisas boas da vida não é ter pressa, é ser veloz. Se você faz um trabalho apressadamente, você vai ter que fazer de novo. Quando eu vou consultar médico, eu quero velocidade para chegar à consulta, mas eu não quero pressa na consulta. Velocidade resulta de perícia, habilidade, de ser alguém que tem competência no que faz. A pressa resulta da imperícia. Por isso, o desenvolvimento da perícia, habilidade, competência permite que se faça algo velozmente. E se sou veloz, aquilo que resulta da minha ambição pode se transformar no meu êxito. Se sou apenas um apressado, vou ter que lançar mão de trilhas escusas para chegar ao mesmo objetivo – e o nome disso é Lava Jato.

Há um certo profissional que prefere hoje estabilidade e quer seguir uma carreira linear, sem grandes saltos. Mas é visto como um profissional medíocre. Ele está errado?
É um direito que ele tem. Uma pessoa tem direito de fazer essa escolha, mas ela também não pode se lamentar em relação ao resultado que isso traz. Afinal de contas, essa é uma vida morna, sem vibração. Não é uma que eu gostaria de seguir. Mas pode ser feita. Ninguém é obrigado a atuar de um outro modo. Eu acho que escolher essa vida irá beirar, em algum momento, à monotonia e isso gerará tristeza e frustrações.

Essa pessoa não projeta provavelmente as expectativas dela dentro da empresa?
Não, ela apenas vê aquilo ali como emprego. Emprego é fonte de renda e trabalho é fonte de vida. Trabalho dá vitalidade, emprego pode te dar dinheiro. Qual a diferença entre trabalho e emprego? O trabalho você faria até de graça. Há pessoas que encontram no emprego o trabalho que gostariam de ter. Há pessoas que não encontram e são infelizes e outras ficam apenas na rotina do emprego. Não seremos nós a dizer a alguém que ele não pode fazer isso, mas a mediocridade como escolha não deixa de ser mediocridade só porque foi escolhida.

Do mesmo modo, há quem projete todas as expectativas dentro da empresa…
Sim e isso tem piorado muito. Como o ambiente econômico piorou e a vida ficou mais complexa em relação à condição de sobrevivência, muita gente se encontra desmotivada. Ela até faz, mas não queria estar fazendo daquele modo e às vezes nem tem clareza do porquê está fazendo.  A empresa precisa entender que necessita criar movimentos de estímulo em relação a essa atividade, promover formação continuada, reconhecimento, tudo aquilo que faz com que a pessoa ganhe energia e receba combustível. Ninguém motiva alguém, o que se pode é estimular. A motivação é movimento interno – mas uma pessoa se encontrará mais motivada se ela for estimulada a fazê-lo. Empresa inteligente faz isso, promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem, nos quais as pessoas entendam que as empresas se interessam por elas e não somente as usam. Entendam que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido maquinário do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.

Em uma empresa com hierarquia muito rígida, é muito difícil fazer isso caso a caso, correto?
Se a empresa não tiver isso vai ter que inventar. Se ela é capaz de inventar participações do mercado, novas tecnologias e inovação, ela terá também de buscar inovação na formação de pessoas. Isso dá trabalho, mas é garantia de futuro. Quando a empresa fala que o maior ativo é gente, isso precisa ser demonstrado. Lealdade é reciprocidade. Se eu não percebo lealdade por parte de quem me contrata quanto à minha dedicação… eu preciso ver que a empresa se dedica a mim também. E isso não é com relação ao meu salário, porque eu vou sempre querer que ele seja superior, mas que seja evidente que a empresa consegue cuidar de mim, ajudar a aumentar minha capacidade, competência, não me colocar apenas como um peão de xadrez dentro do tabuleiro. Porque aí uma hora a reciprocidade virá.

No livro, o senhor defende que as empresas devem realizar atividades que façam seus funcionários refletirem sobre o propósito do trabalho que realizam. Por que essa é uma atividade tão rara nas empresas?
Algumas empresas temem que, ao promover essa revisão, a pessoa abandone a companhia. Só que é necessário promover situações, criar ocasiões que levem a refletir sobre a razão de estar ali para que quando a pessoa resolva continuar na empresa, ela fique de modo mais legal, mais persistente e sólido. De nada adianta eu ter um grupo que nem pensa sobre a razão e no primeiro tropeço desiste, enfraquece, perde energia. É uma medida cautelar, é criar ocasiões que façam vir à tona as razões e os senões pelas quais alguém está ali. Assim é possível corrigir e dar maior densidade à razão para que ela continue de uma forma muito mais substantiva. É questão de estratégica, um caminho de perenidade que seja maior do que aquele que traz apenas uma ilusão ou  uma simulação de lealdade.

Se você olhar para as organizações que não têm um produto muito mais admirado, como elas podem fazer para atrair e reter talentos em um mundo onde o propósito é mais valorizado?
Há algumas pessoas que não querem mais trabalhar em uma organização que comercializa algo que seja malévolo, menos sedutor, encantador. Isso tem levado as próprias empresas a reorientarem seu modo de atuação. Um dos produtos que hoje está no alvo é o refrigerante, sendo visto como fonte de malefício. Mas as grandes empresas do varejo vêm reordenando a sua atuação nesse campo de maneira a tornar aquele produto como algo que não seja entendido como maléfico. É difícil trabalhar hoje na indústria do tabaco, na indústria armamentista. Mas veja bem, o que é trabalhar na indústria armamentista? É trabalhar naquela que faz míssil ou naquela que faz computador que também é colocado no míssil? Essa inter-relação leva a uma revisão dessas percepções. A empresa não pode ser sedutora apenas na aparência, precisa explicitar os compromissos que tem. É muito mais difícil enganar alguém hoje do que há algumas décadas. A fonte de informação é imediata. Não sou tão iludível quanto era quando era menino. Um jovem de 20 anos tem informações sobre uma organização que não se conseguia tão facilmente antes.

O senhor aponta no livro que o maior descontentamento atual dos funcionários nas empresas não é salarial, mas a falta de reconhecimento. Por que a questão ganhou força nos últimos anos?
Hoje há um anonimato muito forte na produção. Como a gente tem uma estrutura de trabalho em equipe muito grande, o trabalho em equipe quase leva à anulação do reconhecimento do indivíduo. E isso significa que um trabalho em equipe não prescinde da atuação de cada pessoa. É necessário que não se gere anonimato. Eu insisto: reconhecimento não é só pecuniário, financeiro, é autoral. É necessário que a empresa exalte, mostre quem colaborou com aquilo. À medida que você tem reconhecimento, comemoração, celebração, isso dá energia vital para continuar fazendo. Não se entende aquilo como sendo apenas uma tarefa. O reconhecimento ultrapassa a ideia de tarefa. Não sei se seu pai fazia isso, mas chegava em casa com o boletim da escola, altas notas, e ele dizia: “não fez mais que a obrigação” – isto é altamente desestimulador. É preciso reconhecer, dizer que é bacana, comemorar. Aquilo que estimula a continuar naquela rota. Reconhecimento é a principal forma de estímulo que alguém pode ter.

No livro, o senhor também cita a obsessão por “uma tal ideia de felicidade” que acaba levando as pessoas a viverem muito mais a expectativa do que a realização. Por que isto ocorre?
A felicidade não é o lugar onde você chega. A felicidade é uma circunstância que você vivencia no seu dia a dia. Não tem “a felicidade”. Você tem circunstâncias de felicidade, ocasiões, que quando vêm à tona não devem ser deixadas de lado. Ninguém é feliz o tempo todo – isso seria uma forma de idiotia – à medida que a vida tem suas turbulências. Mas quando ela vier, admita a felicidade. Colocar a felicidade só num ponto futuro, inatingível, isso é muito mais resultante de uma dificuldade de lidar com a questão do que concretamente uma busca efetiva. Por isso, sim, a felicidade é uma desejo porque o mundo tecnológico nos colocou em contato com tantas coisas, mas nos deu uma certa marca de solitariedade, de ficar solitário com relação àquilo que se tem, a uma ausência de contato muito forte. Tudo é muito virtual e isso acaba gerando desconforto interno, angústia nas pessoas. E a felicidade é um nome que as pessoas dão para superar essa angústia.

O que é felicidade para o sr?
É a que eu tenho na minha vivência. Quando percebo uma obra feita, uma aula bem dada, um abraço sincero, afeto verdadeiro, conquista merecedora. São meus momentos de felicidade. Não são um lugar onde desejo chegar.

“Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém”

11 truques da psicologia para fazer qualquer um gostar de você

17 Truques

Estar entre pessoas que gostam de você não é só uma sensação ótima: também te torna mais persuasivo e até bem-sucedido. Claro, ser popular pode ser um desafio, especialmente em ambientes novos – mas fique sabendo que a psicologia já tem um monte de “hacks” para te ajudar na missão de se tornar “mais gostável”. A jornalista científicaMaggie Zhang reuniu uma série de estudos que te fazem passar por simpático em quase qualquer situação, e a gente resume para você:

1. Esteja por perto
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O primeiro truque não exige nada mais que a sua presença. Existe um fenômeno chamado “efeito de mera exposição”, que explica porque coisas familiares te dão aquele quentinho no coração. Quanto mais você se acostuma com a presença de alguma coisa, mais tende a gostar dela.

Um estudo da Universidade de Pittsburgh colocou quatro atrizes para frequentar aleatoriamente algumas aulas de psicologia. Depois, perguntaram a universitários homens com qual delas eles tinham mais afinidade. Detalhe: eles nunca haviam falado com nenhuma das quatro. Na maior parte do tempo, os participantes preferiam aquela que tinha ido a mais aulas.

A reação é completamente passiva: o fato de algo ou alguém fazer parte da sua rotina cria interações (mesmo não verbais) constantes, que criam uma certa intimidade e aumentam as chances de nascer uma amizade.

Seja chato, seja legal, mas esteja lá – já é meio caminho andado para que gostem de você.

2. Elogie para ser elogiado… mas não demais

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Falar bem de alguém funciona como um bumerangue: quem escuta um elogio passa a associar os adjetivos usados a pessoa que falou. A transferência acontece mesmo quando o galanteio não é dos mais sinceros. Ou seja, quando você diz que alguém é inteligente, alegre e animado, a pessoa do outro lado vai pensar associar você à inteligência, alegria e animação. O contrário também é verdade: se você sair falando mal dos outros, a impressão ruim recai sobre você.

O problema é que ninguém dá muito crédito para elogios que são feitos toda hora. Um estudo colocou 80 universitárias para conversar em duplas. Depois, elas eram separadas e uma podia “espiar” enquanto a outra conversava com os pesquisadores.

Algumas meninas só fizeram comentários bons sobre a parceira, outras só ruins e outro grupo misturava os dois tipos de avaliação. No final das contas, as participantes ficavam mais satisfeitas quando a dupla começava falando mal delas e terminava elogiando – nesse caso, elas sentiam que conseguiram “conquistar” a outra durante o papo e, daí, valorizavam mais a parte boa.

3. Descubra conexões em comum

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Seja no Facebook, seja no Tinder, a quantidade de amigos em comum sempre chama a atenção. E não é para menos: quando duas pessoas tem um amigo em comum, a relação entre elas fica mais próxima.

A teoria por trás desse fator é chamada de “proximidade de tríade”. Estudantes da Universidade de British Columbia, no Canadá, mostraram que a chance de aceitar uma pessoa nas redes sociais era de 80% quando elas tem mais de 11 amigos em comum. Já quando não existe essa conexão prévia, você só deixa a pessoa fazer parte da sua rede de contatos em 20% dos casos.

4. Seja legal… e só depois mostre o quanto você é bom

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A psicóloga de Harvard Amy Cuddy baseou seu livro em só dois fatores que ajudam a determinar se alguém vai gostar ou não de você. De acordo com ela, uma primeira impressão depende do quanto você parece confiável e o quanto você impõe respeito.

Você passa confiança quando se mostra uma pessoa calorosa desde o começo. Já o respeito tem a ver com demonstrar competência e status intelectual e econômico. Só que a ordem dessas impressões é essencial – deixe para parecer competente apenas quando já estiver demonstrado bastante afeto.

A explicação para isso, segundo Cuddy, é evolutiva: para a nossa sobrevivência, era crucial saber se o outro era digno de confiança antes de descobrir, por exemplo, se ele era forte (afinal, essa força toda podia sobrar para você).

5. Faça besteira

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Falando em competência, nada faz as pessoas gostarem tanto de alguém bem sucedido quanto vê-lo cometer um erro. Um estudogravou uma sala de voluntários fazendo um teste oral e depois reproduziu o áudio para universitários e perguntou de qual dos participantes eles gostavam mais. Os favoritos foram os que mandaram bem na prova, mas derrubaram café no final – as pessoas gostavam mais deles do que dos inteligentes que não se atrapalharam.

Só que o efeito só funciona para quem passa a impressão de ser competente. Aqueles que iam mal no teste e também derrubaram o café não passaram uma impressão positiva. Se mostrar vulnerável ajuda os outros a se identificarem com você, mas ninguém quer se espalhar em alguém que faz tudo errado sempre.

6. Toque as pessoas (de um jeito respeitoso, é claro)

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Sabe aquele tapinha nas costas quando você vai dar parabéns para alguém? Ou aquele toque rápido no braço quando você entende a piada da pessoa? Então: se esses contatos físicos forem rápidos e respeitosos o suficiente, você pode ganhar pontos com seu interlocutor. Em um estudo da Universidade do Mississipi, algumas garçonetes foram instruídas a tocar rapidamente o ombro ou as costas dos clientes quando retornavam os trocos deles – e as que fizeram isso conseguiram gorjetas maiores do que as que não tocavam os clientes. Agora, claro, tudo é jeito: tocar uma pessoa que claramente prefere manter distância é fracasso na certa.

7. Sorria!

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Quem sorri mais é mais “gostável”. Isso de acordo com um estudo da Universidade de Wyoming, nos EUA, no qual 100 participantes mulheres olharam fotos de várias outras moças em quatro poses diferentes – sorrindo com uma postura corporal ‘aberta’ (coluna ereta e braços descruzados), sorrindo em postura ‘fechada’ (braços cruzados), rosto sério com postura aberta e não sorrindo em postura fechada. De todas as fotos, as mulheres que sorriam, independente da postura corporal, foram consideradas as mais amigáveis. Outro estudo, da Universidade de Florença, na Itália, sugere que sorrir quando você conhece alguém faz com que elas lembrem de você mais tarde.

Por fim, uma terceira pesquisa chegou a conclusão de que você inconscientemente sente as emoções de quem está por perto. Assim, estar de bom humor vai deixar todo mundo ao seu redor mais feliz.

8. Compartilhe um segredo

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A lógica é simples: se você contar para a pessoa algum segredo sobre você, ela se sente especial – e cria uma simpatia por você. Aconclusão é de uma pesquisa da Stony Brook University, que funcionou assim: algumas pessoas formaram pares e conversaram por 45 minutos. Mas não era qualquer conversa – cada dupla seguia um roteiro de perguntas, e havia dois tipos de roteiro: um extremamente pessoal (com perguntas como “como é sua relação com a sua mãe?”), e o outro, com conversa de elevador (“tá frio, né?”). No  fim do processo, as duplas que perguntaram coisas pessoais disseram já ser amigas, entquanto as outras disseram que não dava para afirmar isso.

9. Espere coisas boas das pessoas

PositividadeReprodução

Se liga na magia: se você considera uma pessoa uma chata, provavelmente vai agir de um jeito mais defensivo com ela – o que, por sua vez, vai fazer com que essa pessoa te ache um idiota. Aí, ela também vai querer se proteger e, no fim, a forma como ela agir vai acabar confirmando a sua opinião ruim a respeito dela. Isso é conhecido como o efeito Pigmaleão (ou efeito Rosenthal), e também funciona do outro lado: se você já esperar um tratamento amigável de alguém, provavelmente vai se abrir mais, e aí essa pessoa vai sentir essa abertura e realmente ser mais amigável. Pelo menos, é isso que diz um artigo publicado na Harvard Magazine. Mas faz sentido, né?

10. Tenha senso de humor

senso humorGiphy

Uma pesquisa das universidades da Califórnia e de Illinois mostra que um bom senso de humor é a característica que as pessoas mais procuram com os amigos, e está acima de qualquer outro traço positivo – incluindo empatia, beleza e gostos parecidos. Por outro lado, não ter um senso de humor (especialmente no seu trabalho) pode ser desastroso: em um estudo da Universidade de Washington, que analisou as relações entre 140 colegas de trabalho entre 26 e 35 anos, fica claro que as pessoas com menos senso de humor eram as menos populares – mesmo que elas fossem sabidamente bons trabalhadores, éticos ou pessoas educadas.

11. Deixe a pessoa falar de si (e ouça)

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Falar de si, de acordo com um estudo de Harvard, é tão recompensador quanto ganhar dinheiro, fazer sexo ou comer. Mas segundo Stuart Diamond, professor da Universidade da Pensilvânia, abrir um espacinho nessa falação para ouvir o outro – nem que seja só um pouquinho – pode dar um up na relação, mesmo que não seja a relação mais profunda do mundo. Uma vez, ele precisou de um favor de uma atendente do guichê de uma companhia aérea – só que a mulher estava cansada e de mal humor, e não parecia afim de ajudar. Aí, Diamond chegou perto e perguntou se estava tudo bem: “Ela sabia que eu queria um favor. Mas só eu parei 10 segundos para perguntar como ela se sentia”, disse ele – e no fim, o pesquisador conseguiu o favor.

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