Negócios digitais com menos humanos?

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Por: Leandro Souza

Para quem pensa sobre o papel futuro do homem em meio aos negócios digitais, especialistas acenderam a luz amarela. Uma tendência para o futuro é que o papel dos humanos nestes processos será cada vez menor.

Segundo estudo publicado pelo Gartner, até 2018 as companhias digitais demandarão 50% menos de trabalhadores em processos de negócios. Além disso, o futuro reserva a criação e o sucesso de empresas enxutas de tecnologia, com equipes menores e a maioria do trabalho apoiada em algoritmos de computador.

Para a consultoria, estas previsões já terão reflexos a curto prazos, com o sucesso de companhias que combinam mercados digitais com logística para desafiar ecossistemas de negócios legados e puramente físicos.

Isso também levará companhias maiores a repensar seus processos e custos. Segundo o Gartner, até 2018, o custo total de propriedade das operações de negócio será reduzido em 50%, por meio de máquinas inteligentes e serviços industrializados.

“No momento atual já existe uma mudança em andamento relacionada às funções das máquinas em nosso dia a dia”, diz Cassio Dreyfuss, Diretor da Conferência, Vice-Presidente e Líder de pesquisas do Gartner para o Brasil.

Para o especialista, as máquinas baseadas em computação já são utilizadas para criar uma variedade de experiências que ampliam o esforço humano.

“As máquinas têm, cada vez mais, características humanas para influenciarem um relacionamento mais personalizado com as pessoas. Em um futuro próximo, contemplaremos um mundo em que máquinas e humanos serão colegas de trabalho e, possivelmente, ainda mais dependentes um do outro”, complementa.

O Gartner cita como exemplo o crescimento da Internet das Coisas, que deve até 2020 somar mais de 30 bilhões de sensores conectados à web, nos mais diferentes objetos – de carros a utensílios domésticos.

“A rápida evolução das mídias sociais e das tecnologias móveis está conduzindo o comportamento dos consumidores. Por exemplo – as geladeiras vão pedir gêneros alimentícios, os robôs vão registrar isso e os drones vão entregá-los em nossas portas, eliminando a necessidade de funcionários nos mercados e motoristas para fazer as entregas”, destacou o Gartner no relatório.

Além disso, serviços como assistentes digitais e plataformas em que as transações serão regidas pelo próprio consumidor terão cada vez mais espaço. Por exemplo, a consultoria prevê que até o final de 2015, assistentes digitais móveis vão cuidar de processos táticos triviais como anotar nomes, endereços e informações de cartões de crédito em lojas virtuais.

Segundo a consultoria, esse novo ambiente de empresa digital vai mudar profundamente os processos de negócio, juntamente com a demografia dos empregos, e a necessidade de competências mais avançadas para os consumidores e para os provedores em todas as indústrias.

Embora a parte de processos possa sofrer cortes em sua participação humana, o crescimento de empregos se dará em outras áreas, com um aumento de 500% em empregos-chave nas empresas digitais, comparados aos modelos tradicionais.

“Esse novo ambiente de empresa digital vai mudar profundamente os processos de negócio, juntamente com a demografia dos empregos, e a necessidade de competências mais avançadas para os consumidores e para os provedores em todas as indústrias”, afirma a consultoria.

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