Internet das Coisas já é negócio bilionário para algumas empresas

“Internet das coisas”, ou “internet de tudo”. São dois termos diferentes mas que significam a mesma coisa: um futuro não muito distante no qual objetos ao seu redor se conectam à internet e ganham capacidades além do funcionamento analógico tradicional. A geladeira, quando conectada, por exemplo, pode gerenciar os alimentos armazenados e oferecer sugestões adequadas para o usuário.

Pode parecer uma realidade distante, mas não é. Na verdade, as empresas de tecnologia estão investindo pesado nessa área e já começaram a ver os retornos financeiros. Uma dessas companhias é a Qualcomm, conhecida pelos seus processadores Snapdragon, mas que se espalha por várias áreas da mobilidade.

Em evento realizado em San Francisco, a empresa anunciou que mais de US$ 1 billhão de suas receitas no ano de 2014 vieram de aparelhos conectados que não eram celulares. Mais interessante: a previsão é de que até o fim de 2015, a categoria irá representar 10% de seu faturamento, mostrando a evolução rápida do negócio.

Essa não é uma exclusividade da companhia americana, no entanto. As previsões ainda são bastante imprecisas, mas todas são assertivas ao dizer que muito dinheiro será movimentado nessa área até 2020. As estimativas variam entre US$ 1 trilhão a US$ 19 trilhões nos próximos anos. A própria Qualcomm tem sua previsão, mas em um prazo um pouco menor: mais de 5 bilhões de dispositivos vendidos em 2018.

Mas como a geladeira conectada (voltando ao exemplo do início do texto) vai gerar tanto dinheiro? Isso porque as oportunidades não se limitam ao ambiente doméstico, abragendo as áreas de saúde, tecnologia vestível, automotiva, e até mesmo cidades inteiras conectadas.

O crescimento tende a ser especialmente rápido. Derek Aberle, presidente da Qualcomm, explica que, assim que um aparelho ganha conectividade, surge a vontade do consumidor de aumentar sua interação com o produto. Assim, aumenta a necessidade de poder computacional para suportar novas possibilidades, como telas melhores. Também aumenta a necessidade de segurança e interoperabilidade entre dispositivos diferentes, de fabricantes distintas. Tudo isso são oportunidades latentes.

O fato é que dentro de algum tempo, será possível ter objetos pensantes na sua vida. A proposta é qu eles sejam capazes de captar informações por diversos meios (ouvindo, vendo, observando ou monitorando), sejam capazes de aprender com elas para enteder seu contexto e antecipar as situações em que uma intervenção possa ser útil para, finalmente, agir de forma intuitiva quando necessário.

O mercado de tecnologia aposta pesado nestas possibilidades, até mesmo em situações que possam ser o diferencial entre vida e morte. É o caso dos gadgets vestíveis voltados para a saúde. As empresas creem que um dispositivo que monitore seus sinais vitais seja capaz de perceber um problema de saúde antes de o usuário começar a se sentir mal. Neste caso, ele poderia ser alertado para procurar um médico antes que seu caso se torne grave de verdade.

Mas, claro, as facilidades da internet das coisas têm seus contrapontos. Para aproveitar muitas dessas novidades, é necessário abrir mão de muito de sua privacidade.

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