17 fatos sobre Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil

O maior capitalista brasileiro é o 34º mais rico do mundo e já comandou mais de 30 companhias. Aos 75 anos, almeja abocanhar mais uma, a Pepsi

Jorge Paulo Lemann (Foto: Julio Fagim)

Capazes de enriquecer homens da noite para o dia, boatos não costumam ser desprezados no mundo dos negócios. De um ano para cá, com cada vez mais força, os rumores da compra da Pepsi pela 3G, do empresário Jorge Paulo Lemann, são os mais comentados. O ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes, sócio de Lemann na época do Banco Garantia, chegou a dizer numa entrevista que apostaria dinheiro que essa é a próxima tacada do capitalista. Acha improvável? Então confira a trajetória dele.

US$160 bilhões: É quanto valem em conjunto as maiores empresas do grupo de Lemann: AB InBev, Lojas Americanas, Burger King e São Carlos, do ramo imobiliário.

Discreto charme da burguesia: com cidadania suíça, o carioca vive recluso em Zurique desde 1999. A mudança foi motivada por uma tentativa de sequestro de seus três filhos mais jovens, em São Paulo. Ele dispensa bebidas alcoólicas, usa roupas comuns e odeia ostentação, valores que gosta de pregar aos funcionários.

– US$ 28bilhões: A quantia, paga pela compra da Heinz, em 2013, representa a maior transação na história do setor de alimentos.

– seu estilo de gerir:  Meritocracia, participação nos resultados, cortes e mais cortes de custos, formação de jovens talentos e metas ambiciosas de crescimento. Espere por tudo isso se um dia for trabalhar com ele.

As empresas que Lemann teve participação (Foto: Reprodução)

– US$ 20bilhões: A cifra foi desembolsada com a aquisição da cervejaria Corona, em 2012.

– Os escolhidos: Ele ajudou a enriquecer muita gente. Ninguém menos do que os cariocas Marcel Telles e Beto Sicupira, principais sócios de Lemann desde os anos 70.

– US$ 22 mil: O empresário emprestou essa quantia a Carlos Brito, hoje CEO da AB InBev, para que ele estudasse em Stanford, nos EUA. O gesto deu origem à Fundação Estudar, criada por Lemann para que jovens talentos possam fazer o mesmo.

– Nem tudo são glórias: Com a crise asiática, em 1997, o Banco Garantia perdeu cerca de US$ 110 milhões – ou US$ 500 milhões, segundo o mercado.

– Ambição esportiva: Exímio tenista desde a juventude, ele foi cinco vezes campeão brasileiro, participou dos grand slams de Roland Garros e Wimbledon em 1962 e representou o Brasil e a Suíça em duas edições da Copa Davis (1962 e 1973).

– US$ 19,7bilhões: Eis a fortuna pessoal do homem, o que faz dele o 34º mais rico do mundo e o primeiro do Brasil, segundo a revista Forbes.

– American dream: Criado pelo grupo dele em 2004 com o objetivo de investir em empresas americanas, o 3G já adquiriu três:
Anheuser-Busch (fabrica a Budweiser)
Valor pago: US$ 52 bilhões (2008)

Burger King
Valor pago: US$ 4 bilhões (2010)

Heinz
Valor pago: US$ 28 bilhões (2013)

– US$ 200 mil: Foi quanto o capitalista conseguiu com a venda, em 1970, de uma de suas primeiras participações acionárias, os 13% que detinha da corretora de investimentos Libra.

Máximas frequentes do empresário (Foto: Reprodução)

– Harvard? “Um saco!”: Carioca e surfista, odiou o primeiro ano em Harvard, onde cursou economia a partir de 1957. Recomendaram-lhe que se afastasse por uns tempos, após soltar rojões no campus. No ano seguinte, acertou o prumo e concluiu o curso antes do previsto.

– US$ 90bilhões: Foi quanto a AB InBev gastou com aquisições nos últimos dez anos. Criada pelo empresário e seus parceiros em 1989, a companhia foi a que mais investiu no setor de bebidas.

Poor, smart, deep desire to get rich: Por muito tempo, era um profissional assim que ele queria a seu lado. Valia mais a pena estar cercado de gente esperta e ambiciosa do que jovens brilhantes com berço de ouro, mas com pouco traquejo.

– US$ 60milhões: Foi o valor pago por Lemann pelo controle da cervejaria Brahma, em 1989.

– Networking: Nos anos 80, o empresário e sua turma escreveram para os dez maiores varejistas do mundo na esperança de conhecê-los e angariar conhecimento. Sam Walton, o fundador do Walmart, gostou da ousadia dos brasileiros. Recebeu-os numa velha picape, na companhia de seus cães e rifles de caça, num pequeno aeroporto do Arkansas, onde fica a sede da empresa. Ficaram amigos até a morte dele.

Anúncios
17 fatos sobre Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s