Contar boas histórias é o que diferencia um negócio, diz Kevin Spacey

Protagonista de House of Cards, Spacey defendeu o uso do storytelling e comentou sobre como a realidade virtual irá mudar a arte de contar boas histórias

Kevin Spacey durante o Fórum Econômico Mundial de 2015, em Davos (Foto: Reprodução WEF)

Não importa o que faz ou o que você vende – todos os negócios precisam de storytelling [habilidade de contar boas histórias]. O conselho vem do consagrado ator norte-americano Kevin Spacey e foi dito durante conversa nesta sexta-feira (22/01) no Fórum Econômico Mundial. Falar de storytelling tornou-se um assunto recorrente para o ator após interpretar o congressista Frank Underwood, na série House of Cards.

No papel de Underwood, Spacey faz do espectador um cúmplice de suas ações –  olhando para a tela para comentar cada artimanha política. São muitas as lições que ele passa a cada episódio, sempre com um tom professoral, mas com o espírito dos políticos mais astutos, que querem te convencer a qualquer custo. “Eu sempre fui alguém que lê boas histórias. Nunca quis apenas um personagem por si. Nunca fui pelo tanto de dinheiro que ganharia ou por quem seria o diretor. Sempre olhei para a folha do papel e via se aquilo me movia, se algo tocava em mim”, disse o ator em Davos.

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“E por que certo negócio pode se sobrepor em meio à competição? Por conta da história que eles criam para te contar”, defendeu Spacey. É justamente esse cuidado que irá fazer com que uma determina história toque mais as pessoas em meio a “tantos comerciais e coisas que só nos fazem querer desligar a televisão”. “Eu sempre fui movido por essa ideia. Por coisas que lembrei, com as quais me senti conectado”.

Spacey diz que é o desenvolvimento e aperfeiçoamento do storytelling que têm permitido o surgimento de tantas novas plataformas – já que, no final, o que importa não é onde o usuário vê o conteúdo. “No final do dia, a audiência não se preocupa com a plataforma que está assistindo. Se dermos conteúdo, se dermos boas histórias, eles assistirão. Não importa se for no Netflix, no Instagram ou no computador”.

Realidade Virtual

Na arte de contar histórias, as novas tecnologias de realidade virtual irão ter uma influência drástica, defende Spacey. “Eu acredito, até por estar dentro do meio cinematográfico, que vai ser algo revolucionário”.

Ele dá exemplos: no mundo dos esportes, ela permitirá que um espectador compre um ingresso em um lugar não tão vanjasoso, mas que seja capaz de assistir a todas as dimensões – e ângulos – do jogo. A premissa vale para um show também e vale, além de tudo, para a sala de aula. “Talvez a sala seja o lugar que menos sofreu transformação ao longo do tempo. Continua sendo o professor à frente com os alunos sentados olhando para ele. Mas agora imagine cada aluno estudando de um modo único e tendo acesso a um conteúdo dinâmico?”.

A realidade virtual, para Spacey, permitirá levar as pessoas a “lugares que nunca tiveram a oportunidade de estar e de um modo ao qual nunca tiveram acesso”. “É uma máquina de empatia extraordinária”. E tudo isso, segundo ele, não se dará com os “óculos gigantes de VR que temos e vemos hoje”. “Acho que será algo muito, mas muito simples”.

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